segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PESQUISA SOME


Arte para melhorar a aprendizagem
Socorro Fernandes na socialização de seu trabalho

Q
uem participou do XII Salão de Iniciação Científica – CEULS/ULBRA foi a arte educadora Socorro Fernandes do corpo docente do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), Polo de Santarém, para apresentar seu trabalho “A arte como fator de influência na aprendizagem de alunos dislálicos emocionais”, resultado de seus estudos no curso de especialização “Psicologia Educacional com Ênfase em Psicopedagogia Preventiva”.
A indagação que levou Socorro Fernandes a encorpar sua pesquisa científica foi: Como professores podem desenvolver suas praticas pedagógicas diante de alunos com dislalia?
O objetivo geral do trabalho foi investigar conceitos e práticas educativas que possam favorecer a construção do conhecimento da língua e da linguagem de alunos com distúrbios da fala.
Além disso, a educadora procurou analisar de que forma motivar a participação dos alunos dislálicos nas atividades de linguagem. Identificar que dificuldades alunos com transtornos da fala podem apresentar em seu processo ensino-aprendizagem e conhecer modos de participação para alunos dislálicos em atividades artísticas de linguagem verbal, não verbal, oral ou visual e gestual.
A pesquisa teve caráter bibliográfico, com enfoque qualitativo, direcionada para alunos dislálicos funcionais em turmas de ensino médio. O estudo foi fundamentado em conteúdos artísticos voltados para aquisição da linguagem escrita e falada.
A educadora Socorro Fernandes propôs o trabalho ao observar uma grande incidência de alunos do Ensino Médio Modular (EMM), com distúrbios da fala, caracterizado principalmente pela dificuldade na leitura e na articulação de palavras e na dificuldade de expor trabalhos orais e redigir corretamente. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

PROJETOS SOME SANTARÉM 2007


Curso básico de motor a gasolina

N
o período de 4 a 24 de janeiro de 2007, o Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) realizou em Vila Gorete, no rio Arapiuns, um treinamento básico sobre Motor a Gasolina para 13 integrantes da comunidade.
A atividade de extensão foi ministrada graças a uma parceria entre o SOME, a EMEF Santa Maria Gorete e a Associação de Moradores e Produtores Rurais de Vila Gorete (AMPROVIGO), que  responsabilizaram-se pela a cessão das máquinas térmicas e pelo apoio financeiro necessário a realização do treinamento.
O proponente da atividade, professor Eládio Delfino Carneiro Neto (Letras), disse ao Modular Notícias que a ideia foi apresentada à comunidade na noite de 12 de dezembro, quando iniciou o 5o módulo. “Em reunião realizada na escola, ao falarmos sobre as mais diferentes atividades que poderíamos realizar durante o processamento do módulo, prontamente as lideranças comunitárias optaram pelo curso básico de motor a gasolina, que antes já ministramos em Vila Socorro, Urucureá, Boim e São Miguel”, explicou o professor, acrescentando, que a escolha se deu por conta do grande número de canoas e moedores de mandioca existentes na Vila, cuja propulsão é feita por motores a gasolina.
Participação – Dos 18 comunitários que se inscreveram para participar do treinamento, 13 receberam seus certificados de participação. Este foi ofertado pela associação comunitária aos estudantes que frequentaram mais de 75% das 20 horas/aulas de duração do curso.
 São eles: Antônio Jucivaldo Brito Castro, Givanildo Sousa dos Santos, João Erivaldo Cardoso de Sousa, Amarildo Corrêa dos Anjos, Gilmar Castro Henrique, Francisco Gama dos Santos, José Paulo dos Santos Dias, Ivanilson Rodrigues, Edílson Cardoso de Sousa, Jônathas dos Santos Lopes, Edvan Torres do Nascimento, Armando Castro e Raimundo Sousa Corrêa.

Resgate da história de Costa do Tapará


O
s comunitários e estudantes do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) da Costa da Tapará, na região de várzea vivenciaram durante o 5o módulo do ano letivo 2007 uma experiência diferente: fizeram um resgate histórico da comunidade.
A atividade foi proposta pela professora Fada-Isis Pinheiro (História) através do projeto “Levantamento Histórico das Comunidades do Município de Santarém”.
Ele iniciou no ano de 2004 e quatro comunidades já foram beneficiadas pelo projeto: Tapara-Grande, Guaraná, Piraquara e Costa do Tapará.
Durante o processamento do módulo, os estudantes fizeram todo o levantamento histórico da comunidade. A culminância das atividades propostas aconteceu no dia 25 de janeiro, quando foi realizado a sua socialização.
Atividades - Esta ocorreu através do lançamento da Rádio Modular Comunitária, que fez a cobertura do evento. Foi construído também um painel fotográfico: Costa do Tapará em Fotos, com a  reconstituição fotográfica da comunidade.
Outra atividade apresentada foi a Farmacinha Caseira, através qual foram coletas ervas e raizes utilizadas na medicina caseira. Elas foram apresentadas ao público e incentivadas a serem utilizadas no dia-a-dia.
Houve também a Feirinha de Frutas, que apresentou um  levantamento das variedades de frutas da região e potencializou sua comercialização e a Feirinha de Artesanato, que coletou e expôs trabalhos produzidos pelos comunitários.
Os alunos também tiveram oportunidade de participar de uma oficina de arranjos ornamentais, ministrada pela professora Fada-Isis. “A intenção era não só fazer a coleta, mas também desenvolver práticas voltadas para a utilização dos recursos naturais existentes na Costa do Tapará, para geração de renda alternativa”, explicou a professora.
Uma outra atividade foi direcionada ao meio ambiente. Os alunos desenvolveram uma maquete, que orientava a realização de queimadas controladas.
Através da técnica de aprender brincando, que teve uma grande participação dos envolvidos e do público presente, foram realizadas duas atividades: “Pescadores da História”, simulação de pescaria e “Passeio na Costa do Tapará”, jogo de dados com perguntas e respostas a respeito da comunidade.
Aconteceu também o lançamento do 1o Guia Histórico da Costa do Tapará, com o roteiro voltado para os dados da comunidade, religião, educação, saúde, base econômica, meios de transporte, cultura, esporte e lazer, turismo e o point da sociedade.
Para encerrar a programação foi apresentado o documentário “Comunidade em vídeo”, que mostrou toda a fase de preparação e a culminância do projeto, que também contou com o  apoio da professora Ana Mira Veiga (Geografia) e direção da EMEF São Benedito.


SOME viabiliza criação 
de abelhas sem ferrão




N
uma iniciativa do professor Adenilson Nogueira Carvalho (Biologia) e com o apoio dos professores Markus Sócrates Ricardo Macedo Cordovil da Gama (Biologia) e Luiz Augusto Menezes Bentes (História) as comunidades atendidas pelo SOME, em Aveiro, têm a sua disposição neste ano letivo de 2007 o projeto Criação de Abelha sem Ferrão.
A comunidade de Santa Cruz foi a primeira a ser agraciada pelo projeto. Trinta e nove estudantes e comunitários participaram, durante o 1o módulo, das atividades do projeto desenvolvidas na EMEF Osvaldo Melo.
Na primeira semana eles tiveram uma aula introdutória sobre criação de abelhas sem ferrão. Também foram feitas as inscrições dos interessados e o levantamento de possíveis criadores de abelhas e localização de enxames na natureza através de buscas na floresta e de perguntas  feitas aos alunos e comunitários.
Na segunda semana foi iniciada a confecção de caixas, que obedeceram ao modelo proposto por Paulo Nogueira Neto para criação de abelhas sem ferrão. O período se estendeu até a quinta semana, para completar a quantidade de dez conjuntos de caixas  propostas dentro dos objetivos específicos do projeto.
O material para confecção das caixas foi adquirido na própria comunidade. Os alunos e comunitários, com a orientação do professor, fizeram as caixas no decorrer da semana.
No final da terceira semana foi ofertado um minicurso sobre criação de abelhas sem ferrão. Este foi dividido em uma parte teórica e outra prática.
A teoria compreendeu a morfologia das abelhas, organização, reprodução, tempo de vida diferenças entre as castas do enxame e extração de mel e pólen, bem como proceder na captura ou multiplicação de enxames na natureza.
A parte prática consistiu na identificação das castas dentro do ninho, favos com ovócitos fecundados, com larvas, com pré-pupas e pupas.
Na quarta e quinta semana foi priorizada a captura e multiplicação de enxames na natureza conforme disponibilidade e instalação do meliponário que recebeu as colmeias capturadas no decorrer do projeto.
Da sexta a oitava semana foram feitas visitas e acompanhamento das colmeias no meliponário e discussões sobre abelhas sem ferrão.
Na última semana do projeto foi realizada uma reunião com os novos meliponicultores, objetivando aumento do número de colmeias e meliponários, venda de mel, pólen e enxames multiplicados, pois a venda de enxames capturados não é permitida.
Os participantes tiveram também noções básicas de Cooperativismo e Associativismo, visando sua inserção no mercado de trabalho, num futuro breve. Elas foram ministradas pelo professor Luiz Menezes.
A criação de abelhas é de fácil manejo e de baixo custo de produção, sendo uma alternativa de fonte de renda para as famílias dos alunos onde o SOME funciona.


sábado, 12 de janeiro de 2013

PROJETOS SOME SANTARÉM (2006)


Construção de trapiche e praça em Anã 

C
om objetivo de envolver crianças, jovens, adultos e idosos em atividades lúdicas e sociais de forma a contribuir para o seu desenvolvimento, nos aspectos psicossocial, físico, intelectual e cultural, os professores Shayla Pereira Farias (Geografia) e Lázaro Guedes Leon (Pedagogia) construíram, junto com a comunidade escolar da EMEF Nossa Senhora de Fátima de Anã, no rio Arapiuns, uma praça e um trapiche na comunidade.
Intitulado de Projeto Shaylon, a iniciativa contou com a participação da comunidade escolar e comunitários, que se empenharam ao máximo para que os objetivos do projeto fossem alcan-çados.
Na construção do trapiche, por exemplo, foi muito grande o envolvimento dos homens e mulheres da comunidade em todas as etapas do serviço. Desde a retirada até no transporte da madeira, que foi retirada da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns.
Justificativa – Ofertar local de embarque e desembarque para os barcos que chegam em Anã e proporcionar um espaço onde as crianças possam brincar. Esses foram os pontos fundamentais da justificativa do projeto, que visou atender as crianças, jovens e adultos da comunidade, pois os mesmos não tinham acesso ao lazer de forma adequada em um ambiente socializador, envolvente, estimulador de novas aprendizagens, além do porto.



GUARANÁ X MURUMURU

O
s estudantes do Ensino Médio Modular (EMM) atendidos na escola municipal “São Felix”, na comunidade do Guaraná, no planalto santareno, realizaram uma atividade diferente no segundo módulo do ano letivo 2006: viajaram 40 Km até Murumuru, para um congraçamento com a comunidade estudantil local.
A ideia foi proposta pelos professores Antonio Carlos Andrade de Lima (Biologia), Eudes Antonio Pantoja Ramos (Educação Física), Aldenis Sampaio de Moura (Química) e Alcilene Pinheiro do Amaral (Português), do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), com objetivo de proporcionar momentos de lazer, interação e motivação aos alunos.
De acordo com a justificativa do projeto, os alunos do SOME que estudam na comunidade do Guaraná têm motivos para desistirem de estudar devido a grande dificuldade de acesso à escola.
O transporte é feito em três ônibus, que percorrem em média 30 Km em busca dos estudantes.
Dificuldades - Para exemplificar o problema, os professores citam o caso da aluna Yara Catiro, da 1a série, que fica no final da linha de um desses ônibus e ainda tem que andar mais quatro quilômetros em um ramal, para chegar na sua casa. Observando as dificuldades e ao mesmo tempo a euforia dos alunos para estudar, a equipe de professores propôs a atividade, que foi prontamente aceita pelos estudantes.


Comunidade digital

O
s professores Zenóbio Jarlson Melo Serique, Ceneiza Gomes Pedroso, Walace Pedro Oliveira Chaves, Auzamara Vasconcelos Lopes e Odaildo Lopes Soares do corpo docente da escola municipal “José de Melo Filho”, em Amorim, na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns (Resex), no rio Tapajós, foram os primeiros a participarem do “Programa Comunidade Digital”.
Elaborado pelo professor Eládio Delfino Carneiro Neto (Letras), o programa está disponível aos professores das escolas municipais atendidas pelo Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), neste ano letivo de 2006.
Ele consta de um treinamento básico sobre como confeccionar textos, utilizando o programa WORD. Com uma carga horária de 20 horas/aulas, o treino é ministrado em modelo real.
“Só foi possível realizar o programa em Amorim, porque os professores pagaram o combustível necessário para acionamento do grupo gerador da escola”, relatou o professor Eládio.
Ele acrescentou, entretanto, que no final do treinamento esse problema foi resolvido, pois a energia elétrica solar da escola foi reparada e voltou a funcionar.

Vila Socorro - Em sua segunda etapa, o programa “Comunidade Digital” treinou mais sete funcionários públicos municipais lotados na escola Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, em Vila Socorro na região do baixo Lago Grande, durante o processamento do 3o módulo, os beneficiados foram os professores Everaldo Monteiro de Siqueira, Néri Clei Costa Matos, Givanildo Viana da Silva e Jeunecy Miranda Melo. As secretárias Maria Leonildes Monteiro de Siqueira e Nazaré Aires Campos e a servente Maria do Rosário Fernandes Viana.


Estudantes do SOME visitam universidade



E
stiveram visitando Santarém dia 21/9/2006 (quinta-feira), particularmente a UEPA, UFPA, FIT e HEMOPA, os alunos do Ensino Médio Modular (EMM), assistidos pelo SOME nas comunidades Costa do Aritapera e Ilha de São Miguel, na várzea santarena. Em forma de excursão, o deslocamento se deu via fluvial. Três pequenos barcos foram utilizados pelos 40 estudantes e sete convidados para chegarem até Santarém. A coordenação geral do projeto ficou a cargo dos professores Antônio Carlos de Andrade Lima e Márcio Maia.
O professor Antônio Carlos disse que o objetivo geral foi despertar nos alunos daquelas comunidades o interesse ao ingresso num curso superior, após a conclusão do Ensino Médio, visto que poucos têm essa visão e o comodismo se dá pelo fato de morarem na várzea, com poucos recursos financeiros. Ele disse também que durante a visita às instituições de ensino superior, os estudantes receberam orientações sobre as formas de ingresso PSS (UFPA) e Prise (UEPA).
Também foram significativos os relatos feitos por acadêmicos que cursaram o Ensino Médio pelo GEEM e hoje estão em fase de conclusão dos cursos de Educação Física (UEPA) e Proces-samento de Dados (UFPA), como por exemplo a ex-aluna do GEEM Irlanildes (Dinha), da comunidade do Arapixuna e Edson, ex-aluno em Aveiro, hoje acadêmico do curso de Enfermagem (UEPA), entre outros.
Merece ênfase a visita feita ao HEMOPA, onde os alunos receberam orientação sobre como se tornar doador voluntário e a importância deste ato de solidariedade. Sete alunos aproveitaram, pois estavam aptos e fizeram sua primeira doação voluntária. A atividade foi divulgado em jornais televisionados locais e registrado em fotografias.

Surucuá ganha abrigo de passageiros

A
 comunidade de Surucuá, no rio Tapajós, foi agraciada com o projeto sócio-ambiental “Amo Surucuá”, realizado pelas professoras Albanisa Siqueira (Letras) e Fada-Isis Pinheiro (História), inaugurado no dia 27/9/2006, culminando as atividades do 3o Módulo.
De acordo com depoimentos de comunitários da região, o referido projeto é de grande utilidade para  todos, deixando-os muito agradecidos pelo empenho e dedicação na realização do mesmo. O projeto presenteou a comunidade com três abrigos de passageiros, construídos na praia, pelos estudantes do GEEM, um Espaço de Lazer Infantil (de 0 a 12 anos), um cantinho de bate-papo entre amigos (Pra jogar conversa fora), três canteiros de jardinagem, uma placa de identificação (BEM-VINDO A SURUCUÁ). Além de um mutirão de limpeza na área escolar e na praia (Cartão de visita da comunidade).
A cerimônia de entrega do projeto para a comunidade foi marcada pela presença de inúmeros comunitários da região do Tapajós, com destaque especial para a presença dos alunos do SOME do Parauá. Durante o evento foi realizado uma série de atividades esportivas (canoagem, natação, vôlei, futebol de praia) além da distribuição de brindes, um bingão e uma saborosa sopa foi servida aos visitantes. Aproximadamente 500 pessoas estiveram abrilhantando a programação, que encerrou com uma queima de fogos.