sábado, 4 de fevereiro de 2012

VILA GORETE

                A menor turma do SOME
A reportegem no Modular Notícias
A paradisíaca Vila Gorete, no rio Arapiuns, foi palco de um fato singular no ano letivo de 2008: a formatura dos estudantes Emerson Alves de Sousa e Givanildo Sousa dos Santos, integrantes da 3a série do Ensino Médio Modular (EMM), assistidos pelo SOME, Polo de Santarém, naquela comunidade.
O gestor da escola municipal “Santa Maria Gorete”, Luciano Bezerra, juntamente com sua equipe organizaram a festa solene para homenagear e conferir aos dois integrantes da turma o certificado de conclusão do Ensino Médio. O evento foi destacado pelo Modular Notícias e distinguiu-se pela singularidade do número de integrantes da turma: apenas dois.
Depoimento – Em texto escrito com exclusividade, Givanildo Sousa, fala um pouco sobre a turma e a difícil caminhada para concluir o Ensino Médio:
“A minha turma do Ensino Médio começou com 12 alunos (1a série). A partir do meio do ano, por falta de recursos financeiros alguns começaram a desistir. Perdemos três colegas.
Iniciamos a 2a série com nove alunos. A caminha novamente foi difícil. Alguns, pelos mais variados motivos, não conseguiram acompanhar a classe e foram desistindo. A dificuldade também surgiu para nós e quase desistíamos, mas nós precisávamos concluir a 2a série e terminamos.
Recomeçamos na 3a série, com apenas três alunos. Dificuldade daqui. Dificuldade dali. Assim fomos encarando essa grande barreira que estava na nossa frente quase vencida, mas infelizmente sofremos a perda de mais uma colega. Agora estamos na reta final e entre os 12 alunos que compuseram a nossa turma só restam dois. Mas nós vamos conseguir o que almejávamos: concluir o Ensino Médio.”
 

LAGO GRANDE

                 Araci também perde o SOME

A EMEF Nossa Senhora Aparecida não ofertará Ensino Médio Modular em 2012
A comunidade de Araci, no Lago Grande, não será mais atendida pelo Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), em 2012. A informação foi repassada pelo coordenador do Polo de Santarém, Luis José Rabelo de Lima, na sexta-feira, 3/2, durante reunião do corpo docente.
O SOME foi implantado na comunidade em 2007, pelo biólogo  Markus Sócrates Ricardo de M. C. da Gama. Em outubro de 2010, o SOME atendeu um total de 43 alunos (1a série - 12, 2a série - 15 e 3a série - 16 alunos), que estudaram nos turnos vespertino e noturno. Segundo Luis Rabelo a baixa demanda de estudantes levou a coordenação a decidir pela saída do SOME.
Os estudantes do Ensino Médio Modular (EMM), que eram atendidos na escola municipal “Nossa Senhora Aparecida” serão atendidos na escola “Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco”, em Vila Socorro, com oferta de transporte escolar.

LAGO GRANDE

Depois de 21 anos SOME sai da Vila de Curuai


Uma das novidades anunciadas pelo coordenador Luis Rabelo na primeira reunião 2012 do corpo docente do SOME, Polo de Santarém foi a saída do SOME da Vila de Curuai, no Lago Grande, depois de 21 anos de funcionamento no local. Motivo: a Secretaria Executiva de Educação (Seduc) vai ofertar o Ensino Médio Regular (EMR), para os estudantes da vila, a partir de 2012. A escola estadual “Frei Othimar” (Santarém) foi escolhida para dar suporte pedagógico, na fase de implantação, até que seja construída a nova escola.
A luta dos membros da comunidade escolar do educandário “Tiago Xisto de Aragão” para que a Seduc implantasse o EMR em substituição ao Ensino Médio Modular (EMM), ofertado pelo Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) iniciou em 2009.
Ela foi oficializada através do ofício 033/09 contendo abaixo-assinado de 217 estudantes e 128 comunitários, membros da comunidade escolar solicitando ao deputado estadual Antônio Rocha (PMDB), que intermediasse junto a Seduc, a construção de escola estadual na Vila do Curuai, para abrigar os estudantes do Ensino Médio.
O documento indicava que a comunidade dispunha de um terreno adequado para tal construção e que  a escola Tiago Xisto de Aragão, sediadora do SOME, atendia na época uma demanda de 378 alunos regularmente matriculados,  mas não havia espaço físico para todos no educandário, tendo em vista que havia um corpo discente com 811 alunos matriculados no Ensino Fundamental. A construção do prédio iria favorecer os estudantes do Ensino Médio da região do alto Lago Grande.
Por conta desta vontade oficializada pela comunidade escolar, no ano letivo de 2011, o coordenador do SOME, Polo de Santarém, Luis José Rabelo de Lima, elaborou um planejamento diferenciado para atender os estudantes da vila, considerando a proposta de efetivação do EMR.  O plano previa o cumprimento de todas as disciplinas durante o ano letivo, de forma que a reposição de aulas não dificultasse a  implantação do ensino regular.
Solicitação - No dia 21 de junho de 2011, durante despacho do governo estadual em Santarém, uma equipe com cinco representantes da  Comissão Pró-Emancipação do Município do Lago Grande do Curuai, (Copemlago), entregou documento ao governador Simão Jatene (PSDB), solicitando uma série de reivindicações para o Lago Grande e ribeirinhos da margem esquerda dos rios Arapiuns e Aruã
Entre as 11 reivindicações constantes no documento. Duas referiam-se a Educação  na região.
Uma delas é a construção de prédio escolar com 15 salas de aulas, que será a primeira escola de ensino médio regular das regiões do Lago Grande, Arapiuns e Aruã.
Além disso, o ofício dizia que a oferta de vagas no Ensino Médio para 2012 será insuficiente para o número de alunos existentes na região, pois a escola Tiago Xisto de Aragão não suportava a demanda de estudante.
No educandário, com salas anexas do Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, estudaram 396 alunos, distribuídos em 15 turmas. Além destes, havia 184 estudantes do Ensino Médio Modular da comunidade de Aracurí e outros 77 alunos que ficaram sem estudar. Concluindo o Ensino Fundamental em 2011, conforme estatística inicial existiam 202 alunos. Além destes, a escola abrigava 818 estudantes de 5a à 7a  séries. Por conta dessa demanda eles solicitavam a construção de nova escola.
A outra reivindicação constante no documento foi a implantação do ensino médio regular nas comunidades de Vila Socorro e Piraquara, com  o fim de atendimento da grande demanda de alunos oriundos do curso fundamental do alto e baixo Lago Grande, que por falta de recursos financeiros, eram obrigados a encerrar a carreira estudantil.

RIO TAPAJÓS

Ex-estudante do SOME comanda telecentro de Boim

O prédio onde funciona o Telecentro Cultural de Boim

O ex-aluno do SOME, Polo de Santarém, Joares Miranda é quem comanda o Telecentro Cultural de Boim, no rio Tapajós. O local é um espaço de propagação da arte, cultura, entretenimento e informação.
O telecentro foi fundado em 2008, fruto de parceria entre a comunidade boinense e o Projeto Saúde e Alegria.
Joares Miranda faz parte do grupo Jovens Unidos a Serviço da Comunidade" - JUSC, que administra o local e atende voluntariamente a população de Boim.
No Telecentro são ministradas aulas de informática e os usuários podem acessar a internet, biblioteca e cinema. Funciona todos os dias da semana. Foi no local que muitas comunitários tiveram o primeiro contato com tecnologias como o computador e também descobriram o mundo mágico que a internet possibilita.
A energia que abastece o espaço é totalmente limpa, obtida de placas solares. O prédio foi construído pelos padres franciscanos na década de 50 e faz parte do patrimônio histórico da comunidade.
Para 2012, fruto de parceria com o ICMBio deverão estar chegando materias para o Telecentro, além de mais 10 laptops para o melhor atendimento da clientela que todos os dias procura o estabelecimento comunitário.

EXPERIÊNCIAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS

Inscrições encerram 16 de março


Encerram no próximo dia 16 de março as inscrições para o II Prêmio Experiências Educacionais Educativas Inclusivas, que foi instituido pelo Ministério da Educação - MEC por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão - MEC/SECADI, em conjunto com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura - OEI, com apoio do CONSED e da UNDIME e patrocínio da Fundação MAPFRE.
 Segundo o MEC, em sua primeira edição, o prêmio inscreveu 713 inicativas, de mais de 420  municípios de todas as Unidades Federadas, das cinco regiões do país. Na sua segunda edição, o prêmio mantêm como objetivos promover, difundir e valorizar experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão escolar de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, realizadas por gestores, educadores, professores, estudantes.
Serão premiados Relatos de Experiências das escolas públicas de educação básica e das secretarias de educação, além de Textos Narrativos produzidos por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, matriculados em escolas públicas brasileiras. Será, também, concedida Menção Honrosa à experiência inclusiva de educação infantil que se destacar. (Fonte: MEC)

FOLHA SUPLEMENTAR

A mais recente do grupo Ensino Modular - SOME: Pará e Amapá

Os professores do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), numa iniciativa do professor Braulio Uchôa lançada em 2011, dispõem na rede social eletrônica facebook, do grupo Ensino Modular - SOME: Pará e Amapá, que já contabiliza um total de 107 membros, 73 fotos e 12 documentos. É mais um espaço criado para debatermos a realidade do Ensino Modular no Pará e Amapá e para estarmos organizados nas lutas por uma educação de qualidade no Campo e rios da Amazônia. Participe!

Postagem publicada na manhã de hoje

CORPO DOCENTE

Sejam bem-vindas 
Na primeira reunião 2012 do corpo docente do SOME, Polo de Santarem, realizada ontem, 3/2, três novas professoras foram apresentadas ao grupo pelo coordenador Luis José Rabelo de Lima: Etmaxandra Freitas Teixeira (Inglês), Wanda Pereira de Oliveira (Geografia) e Milena Maia Saraiva (Educação Física). Sejam bem-vindas!
Santarém paga bolsa alimentação
A reportagem feita em 2003 pela equipe do Modular Notícias
Santarém é o único município do Polo, que paga aos educadores do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), a bolsa alimentação. O tema é polêmico e ainda hoje gera desconforto nas discussões do corpo docente, porque a maior parte das prefeituras, co-executoras do SOME, não cumprem com o pagamento. 
Em pesquisa realizada pelo Modular Notícias no dia 15 de abril de 2003 nas dependências de um supermercado da cidade, a equipe comprovou que a bolsa-alimentação de R$ 250,00 que era paga pela prefeitura municipal, aos professores do SOME eram insuficientes para alimentar um adulto durante um período de 56 dias, de duração do módulo. Os resultados mostraram que para comprar os 31 itens da cesta básica, a prefeitura deveria pagar um total de R$ 437,00.
A pesquisa foi executada por conta da polêmica em relação ao valor da bolsa-alimentação que era paga pelas prefeituras na época. A cesta básica utilizada na pesquisa foi elaborada por equipe de nutricionistas da Seduc em 1997, e oficializado pela circular 30/97, do Departamento de Ensino Médio (DEME), para orientar o valor do montante, que deveria ser repassado aos professores.
Cesta Básica elaborada por nutricionistas da Seduc