terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PISO SALARIAL


Pagamento das parcelas do retroativo 
aos professores do Estado do Pará 
é confuso: entenda por quê! 

O
 Governo do Pará se comprometeu, em março, ao integralizar o piso dos professores do Estado de acordo com a Lei  nº 11.738/2008 - Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério,  a pagar a diferença dos meses de janeiro e fevereiro em três parcelas nos meses de setembro, outubro e novembro de 2012.
De fato, mesmo com alguns dias de atraso em setembro, o governo iniciou o pagamento das parcelas através de uma folha suplementar. O valor esperado diminuiu porque o governo descontou proporcionalmente o Abono Fundeb.
Em outubro, o pagamento da parcela veio junto com a folha normal dos vencimentos, com dois valores fracionados referentes a janeiro e fevereiro e com o valor líquido reduzido drasticamente. A redução do valor líquido se deu porque ao lançar o pagamento da parcela junto a folha do mês houve o desconto para o Imposto de Renda.
E em novembro, novamente os servidores perceberam uma redução no valor líquido da parcela do retroativo. Neste mês, a parcela também é lançada junto à folha normal e mais uma vez o Imposto de Renda foi o responsável pela redução brutal dos valores. Mas por que a quantia percebida veio inferior ao mês de outubro?
A explicação é a seguinte: as parcelas foram pagas de maneira desiguais, e proporcionalmente o desconto do Abono Fundeb. Em setembro, o governo do Pará pagou 35% do valor devido, em outubro, o pagamento foi de 33% e em novembro, 32% da dívida com os professores.
Desta forma, se formou uma grande confusão na cabeça dos servidores que questionam a forma como o Governo do Pará honrou com o compromisso de pagar o retroativo do Piso do Magistério referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2012.
Outra grande questão que fica é: por que o pagamento de outubro e novembro não foi feito em folhas suplementares, livrando assim ao pagamento do Imposto de Renda, uma vez que a quantia seria inferior ao mínimo para a cobrança?

Colaboração: Professor Fernando Pina

SINTEPP


JUIZ DETERMINA ARQUIVAMENTO DE
 PROCESSO CONTRA COORDENADORES
Os coordenadores do SINTEPP

O
 juiz Marcus Alan de Melo Gomes, da 9ª Vara Penal, determinou o arquivamento do termo circunstanciado de ocorrência (TCO), instaurado contra os 46 coordenadores do SINTEPP para apurar crime de desobediência que teriam praticado ao continuar em greve mesmo após determinação do juiz Helder Lisboa Ferreira da Costa para voltarem ao trabalho.
Os professores entraram em greve no dia 25 de setembro de 2011 e ficaram 54 dias parados reivindicando principalmente o cumprimento da Lei Federal nº 11.738/2008 que estabeleceu um Piso Salarial Nacional – PSPN para a categoria que não estava sendo pago pelo governo do Estado. O piso começou a ser pago somente depois da greve.
Na ocasião, o Estado ingressou com ação judicial contra o movimento grevista e o juiz Helder Lisboa, da 1ª Vara da Fazenda, considerando-a abusiva, determinou o imediato retorno ao trabalho de pelo menos 50% dos professores em exercício. Em seguida, sem acordo entre as partes, determinou a volta ao trabalho de todos os servidores sob pena de aplicação de várias sanções, inclusive multa diária. Contudo, os servidores em assembleia da categoria resolveram dar continuidade a greve, considerando que o governo se negava a pagar o Piso.
Diante disso, o Ministério Público entendendo que houve crime de desobediência à ordem legal do juiz de retorno imediato ao trabalho, requereu à Delegacia de Investigações e Operações Especiais, abertura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), presidido pelo delegado Vanildo Costa de Oliveira, que mandou intimar 46 coordenadores do SINTEPP.
Na Polícia, os coordenadores do sindicato resolveram permanecer calados. E o processo foi encaminhado à 1ª Vara do Juizado Especial Criminal, no bairro Jurunas, onde foi realizada audiência no dia 03 de julho deste ano, momento em que a promotora Rosana Paes Pinto propôs o pagamento de cestas básicas no valor um salário mínimo para cada dirigente do sindicato, proposta também recusada pelos sindicalistas. Além de considerar o movimento legítimo, a assessoria jurídica defendia a tese da inexistência do crime. “Não aceitamos porque em nosso entendimento esse crime não existiu, pois a decisão judicial estabelecia determinadas penalidades para os servidores (multa, desconto dos dias parados, aplicação de inquérito administrativo) e o Supremo Tribunal Federal entende que quando há uma decisão judicial em que se estabelecem penalidades, ela não se caracteriza como desobediência, caso descumprida”, defendia o advogado do Sintepp, Walmir Brelaz, que inclusive impetrou Habeas Corpus junto ao TJE.
Ao analisar os autos, o próprio Ministério Público requereu o arquivamento do processo "por não vislumbrar justa causa para o oferecimento de denúncia". E o juiz Marcus Alan de Melo Gomes acolheu "integralmente as razões delineadas pelo representante do Parquet e determino o arquivamento do presente termo circunstanciado de ocorrência".
O coordenador geral do Sintepp, Mateus Ferreira, comemorou a decisão, pois sempre considerava toda essa ação como verdadeira criminalização dos professores. "Foi um decisão justa, porque acaba por reconhecer nossa luta. E a história se encarregou disso, o governador foi obrigado a pagar o valor do piso profissional e o crime de desobediência, como defendíamos, nunca ocorreu", afirmou Mateus. (Fonte:SINTEPP)

sábado, 1 de dezembro de 2012

COTIDIANO

A pressão psicológica da várzea na enchente

Professor Eládio Carneiro, a cobra e Roseane assustada
Por: Eládio Delfino Carneiro Neto
  
Q
uarta-feira, 23 de abril de 2008. Algumas ocorrências inusitadas foram anotadas por nós nesse dia. Estamos cumprindo o primeiro módulo do ano letivo de 2008 na Vila do Aritapera, localizada na região da várzea santarena.
A equipe do SOME é formada pelas professoras Josilene dos Santos Carvalho (Letras), Rita Angélica Pimentel Lourido (Letras) e nós.
Acostumados aos reveses da vida, facilmente nos acostumamos as mais diferentes situações do dia a dia, mas as caras colegas não estão acostumadas. Por isso, com certeza nesse dia sofreram a pressão psicológica, por conta do medo gerado pelo dia-a-dia da várzea, na época da enchente.
A casa que nos serve de moradia fica situada no terreno mais alto da Vila e é um dos últimos a ser coberto pelas águas. Por conta disso, diversos animais, entre jacurarus, mucuras, formigas, carieiros, macacos, sapos, jacarés, cobras, gaviões, garças etc. procuram o local para se abrigar.
O dia iniciou com um barulho oriundo da cozinha, que nos despertou. No relógio eram 1h30 da manhã. Devagar levamos a mão rumo a uma cadeira, colocada estrategicamente perto de nossa rede, para qualquer eventualidade que possa ocorrer.
Na escuridão apalpamos o assento em busca da lanterna. De posse do objeto, lenta e cuidadosamente focamos o assoalho da palafita. Em seguida levantamos da rede e de pé em pé dirigimo-nos para o local de onde veio o ruído.
Chegamos à cozinha. Lá uma grande balbúrdia. Garrafas de plástico espalhadas pelo chão. Latas com as tampas de plástico ruídas. Comida mexida, esparramada pelo chão.
Há três semanas que tentamos apanhar uma mucura, que insiste em perambular e desarrumar o local em busca de alimentos. Não foi desta vez. Ladina, a mucura se escondeu embaixo do assoalho ao perceber nossa presença. Voltamos à rede e ao sono.
Por volta das cinco horas levantamos novamente. Desta vez foi para a tradicional urinada da manhã. Lentamente abrimos à porta da casa. Fomos até a ponte improvisada. Mijamos.
No horizonte, os primeiros raios do sol iluminavam o dia. Abrimos à portinhola da varanda e andamos rumo à mesa de refeição. Então, um grande susto tomou conta de nós. Uma jiboia pronta para o bote nos espreitava. Rapidamente corremos até a cozinha em busca de algo, em que pudéssemos aprisionar o animal.
Encontramos uma bacia de plástico e voltamos para prender o ofídio. Com cuidado acercamo-nos do animal. Este percebendo nossa presença preparou o bote. Fomos mais ágeis. Prendemos a jiboia.
Esperamos as professoras Josilene e Rita acordarem, pois pretendíamos registrar a cena e lhes mostrar o belo animal. Estas, logo que souberam do ocorrido, receosas e amedrontadas acercaram-se da varanda.
Josilene, de longe fotografou o animal. Depois providenciamos a sua transferência para uma prisão provisória, improvisada numa garrafa “pet” de 1,5 litros, pois nossa intenção era devolver o animal à natureza, num local distante de casa.
Depois do café, saímos para pescar. Quando voltávamos da pescaria, avistamos um aceno insistente e nervoso, que nos chamava a atenção. Era a professora Josilene. Apressamos a remada. No pensamento: “a cobra fugiu”.
Não era nada disso. Ao entrarmos na casa, com a lanterna na mão a cozinheira Maria Roseane Rêgo Amorim iluminava a parte de baixo do assoalho, por uma fresta. As professoras Rita e Josilene apavoradas reclamavam da insegurança da casa, pois ali havia mais uma cobra.
Rapidamente providenciamos uma faca para sangrá-la, através da abertura entre as tábuas. Ao perceber nossa intenção o animal fugiu.
Depois do ocorrido, fomos providenciar a feitura do fogo para preparar o almoço, pois a cozinheira assaria no carvão uma galinha. Saímos em busca de um tijolo, na parte do terreno ainda não inundada pela enchente, para servir de base para a grelha.
Ao movimentarmos a cerâmica, uma cobra surucucu saiu sorrateira e fugiu para o matagal. Era a terceira cobra do dia. Passado o susto voltamos aos afazeres.
Nós corrigíamos provas. De vez em quando espiávamos pela janela a cozinheira, que abanava o fogo, pois a galinha estava custando a assar. De repente, um grito despertou nossa atenção.
Era Roseane, assustada com uma cobra que quase lhe picava. O barulho chamou a atenção das professoras, que chegaram a tempo de ver o animal enfiar-se por baixo de uma pedra e desaparecer.
O psicológico das professoras baixou. Era cobra demais para um só dia. Pensaram até em dormir em outro local.
Na parte da tarde fomos ministrar as aulas. Como trabalhamos apenas quatro tempos, voltamos para casa mais cedo.
Ao chegarmos, voltamos novamente a olhar pela fresta, para verificar se o animal tinha voltado para o seu covil. Ele estava lá.
Prontamente saímos atrás de uma faca para sacrificá-lo. Desta vez acertamos-lhe uma certeira estocada nas costas. Só que, ao olharmos atentamente pela brecha, percebemos que não era uma cobra, mas sim um jacuraru.
Ao chegarem da escola, as professoras ficaram mais calmas, ao saberem que era um jacuraru, mas mesmo assim a noite transcorreu e de vez quando percebíamos os focos das lanternas, iluminando a cumeeira da casa.
Eram as professoras com o psicológico abalado, receosas e insones, com medo de cobras.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SÃO CIRÍACO DO URUCURITUBA


Comunidade conhece a mobilização social
Mobilizador social do SOME faz lançamento do PMSE em São Ciríaco

A comunidade escolar recebeu cartilhas repassadas pela mobilização social do MEC

N
a tarde de  13/11, estudantes, professores, gestora, pais, responsáveis, vigias, serventes, cozinheiras, participaram de reunião da comunidade escolar atendida na Escola Municipal do Ensino Fundamental  São Ciríaco, na comunidade de São Ciríaco de Urucurituba, na várzea santarena.
O evento iniciou com a cantoria do Hino Nacional, pelos presentes. Depois, a comunidade assistiu palestra de lançamento do Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE), do Ministério de Educação e Cultura (MEC), ministrada pelo mobilizador social Eládio Delfino Carneiro Neto. Na ocasião foram distribuídas 150 cartilhas “Acompanhem a vida escolar de seus filhos”

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PMSE


Mobilização cadastra voluntários
Professor José Gilson Matias (MEC), ministra palestra de lançamento do PMSE

       Um dos resultados positivos do I Encontro do SOME Pará/Amapá, realizado em Santarém, no período de 15 a 17 de novembro de 2012 foi o cadastramento de mais 12 mobilizadores voluntários, que se propuseram a participar da criação do Comitê de Mobilização Social pela Educação do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), dos estados do Pará e Amapá.
O cadastramento foi realizado após a palestra de lançamento do Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE), do Ministério de Educação e Cultura (MEC), que foi ministrada pelo professor José Gilson Matias (foto).
Os cadastrados são: Maria Violeta de Freitas Alves, Gordiano Santana Amaral, Olinda Rocha Alves, Cléia Corrêa da Silva, Graciete Tavares Pinheiro, Maria Luiza Santos da Rocha, Elaíne Cristina Silva Carvalho, Alcilene do Socorro Matos Ferreira, Ivonete Isacksson, Roberto Lino dos Santos, Silvania da Silveira Sousa e Rosenilde dos Santos Mira.
O comitê está em fase de criação e terá como principal objetivo mobilizar a sociedade pela valorização da educação e de expandir o movimento, por meio do alcance de outras localidades e pessoas. Para participar do COMITÊ SOME PELA MOBILIZAÇÂO SOCIAL é só entrar em contato através do endereço eletrônico eladiocarneiro1957@gmail.com, para receber os informes necessários, para a participação.
A formalização da criação do comitê do Ensino Modular está programada para acontecer no II Encontro do SOME Pará/Amapá, que será realizado no período de 5 à 7 de setembro de 2013, em Macapá, no estado do Amapá.
Interação - O MEC aponta o seguinte sobre como interagem os integrantes do comitê: “...se ligam horizontalmente a todos os demais, diretamente ou através dos que os cercam. O conjunto resultante é como uma malha de múltiplos fios, que pode se espalhar indefinidamente para todos os lados, sem que nenhum de seus nós possa ser considerado principal ou central, nem representante dos demais. Não há um “chefe”, o que há é uma vontade coletiva de realizar determinado objetivo (...) todos têm o mesmo poder de decisão, porque decidem só sobre sua própria ação e não sobre a ação dos outros (...) todos têm o mesmo nível de responsabilidade que se transforma em corresponsabilidade na realização dos objetivos da rede (...) O poder, como a informação, é de todos. (...) Numa organização em rede só pode caber a participação livre e  consciente de seus membros [e a sua ação inicia] quando todos e cada um de seus membros começam, por decisão própria, a se mover, a atuar”.   

I ENCONTRO DO SOME PARÁ/AMAPÁ

Protagonismo & Precarização
O professor Salomão Hage ministra palestra de abertura do I Encontro  do SOME Pará/Amapá

A
 palestra “Os desafios do Ensino Modular frente às Demandas por Educação dos Sujeitos do Campo” ministrada pelo doutor Salomão Antônio Muffarej  Hage (GEPERUAZ/ UFPA), foi a primeira atividade laboral do I Encontro do SOME Pará/Amapá. Através dela, o professor situcionalizou a Educação do Campo considerando duas vertentes: protagonismo e precarização (negação e violação de direitos).
Primeiramente Salomão Hage faz uma abordagem histórica da luta dos movimentos sociais, a partir da “Marcha das Margaridas”, que reuniu 100 mil mulheres trabalhadoras rurais de todo o país em Brasília, em agosto de 2011. Elas marcharam pelo reconhecimento das mulheres no desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.
Ele falou também sobre o 18o Grito da Terra, que foi realizado no dia 30 de maio de 2012, em Brasília, quando os trabalhadores do campo sob a coordenação da CONTAG, que reúne 20 milhões de trabalhadores rurais, 27 Federações de trabalhadores na agricultura e mais de 4 mil sindicatos de trabalhadores rurais, manifestaram sua postura a favor de um desenvolvimento rural sustentável e solidário. Na pauta do movimento questões como: políticas agrícolas, reforma agrária, questões salariais e políticas sociais.
Salomão discorreu também sobre os 10 mil trabalhadores, povos do campo, das águas e da floresta, que marcharam em Brasília, no dia 22 de agosto de 2012, por terra, território e dignidade e pela Educação do Campo, Indígena e Quilombola. O movimento pede a efetivação do Programa Nacional de Educação no Campo – Pronacampo, que foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff em 20 de Março de 2012.
O Pronacampo prevê apoio técnico e financeiro aos Estados, Municípios e Distrito Federal, para a implementação da política de educação do campo, conforme Decreto n° 7.352/2010 e ações voltadas para o fortalecimento e a melhoria do ensino nas redes existentes e ampliação de acesso a educação para as populações do campo.
O professor doutor Salomão Hage, usou de estatísticas para mostrar as desigualdades nas matrículas no campo para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. Os dados dizem que, para cada seis vagas nos anos finais do Ensino Fundamental existe apenas uma vaga no Ensino Médio. No estado do Pará, grande parte dos jovens do campo estuda no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME).
Sobre o nome da Proposta – Para Salomão Hage, modular é uma palavra que implica em ações estanques - se esgota na duração dos módulos e não estimula a interdisciplinaridade, a interação entre os docentes, a transversalidade dos conhecimentos. Além disso, ele diz que modular dá a ideia de que o curso não é regular, pela rotatividade dos docentes e pela organização dos módulos, porém, os estudantes têm aulas regularmente, o curso é contínuo e, portanto, regular.
O nome modular também não estimula a integração com a Educação Profissional e nem reflete as boas práticas que estudantes e docentes realizam, mesmo nas condições adversas que enfrentam em determinadas localidades.
Ele advoga também que é preciso ouvir os sujeitos: professores, estudantes, gestores, pais e integrantes das comunidades onde as turmas funcionam, para identificar as maneiras como que eles se reconhecem, considerando seu pertencimento às diversas territorialidades existentes na Amazônia Paraense.
Concluindo, Salomão orienta que o nome da proposta implica na construção coletiva de sua identidade, pois as populações do campo desenvolvem suas atividades produtivas de forma coletivizada, envolvendo todos os membros da família, seja na agricultura, na pesca, no extrativismo, etc, sendo esse, portanto um aspecto fundamental de sua constituição identitária, que traz implicações diretas para o processo de escolarização.
Visitação – Para o palestrante a visita e o acompanhamento às turmas são fundamentais, pois as escolas do campo no Pará encontram-se em comunidades, vilas, distritos ou polos localizados a uma certa distância das sedes dos municípios e as vias de acesso e os meios de transporte são muito precários. Além disso o número restrito de profissionais e de viaturas da SEMEC dificultam o acompanhamento às escolas, às turmas e aos docentes.
Sem a visita in lócus e o acompanhamento do processo educativo que se desenvolve nas turmas, se torna difícil garantir a efetividade da proposta.
Formação – Outro ponto abordado pelo professor Salomão Hage foi sobre a formação contínua e valorização dos educadores, gestores e servidores, para afirmar a proposta pedagógica e planejar as atividades curriculares e de inovação a serem implementadas no campo. De acordo com estatísticas do INEP/2011, o campo tem um total de 342.845 professores. Destes 160.317 não tem educação superior. Com ensino médio são 156.190 e com o Ensino Fundamental são 4.127.
Operacionalidade – Com relação a referências operacionais para o funcionamento das turmas, Salomão Hage, diz que os estudantes e professores precisam sentir orgulho de estudar e trabalhar no meio rural e para isso se faz necessário atender a um conjunto de requisitos básicos que configure um ensino de qualidade, com ambiente pedagógico acolhedor, estimulante, prazeroso e propiciador da aprendizagem. Para isso pede a melhoria da  infraestrutura das turmas, na lotação dos docentes, no deslocamento e acomodação dos estudantes e professores, na alimentação e recursos pedagógicos.
Currículo – Salomão também enfatiza uma reorientação da proposta pedagógica e curricular, que fortaleça a relação dialógica entre os saberes da tradição e os conhecimentos científicos e tecnológicos existentes. A proposta deve ser construída coletivamente, com a participação dos diversos sujeitos que o integram, estimulando o protagonismo, o empoderamento e a emancipação dos mesmos.
Além disso, a proposta deve afirmar a interculturalidade que constitui os seus integrantes, a fim de fortalecer o pertencimento dos mesmos a sua comunidade local e à Amazônia paraense.
Para encerrar ele diz que a nova proposta pedagógica e curricular deve incorporar os avanços acumulados das experiências implementadas pelos movimentos sociais, organizações não governamentais ou poder público em suas várias esferas, como: Pedagogia da Alternância, EJA integrado à educação Profissional (currículo integrado), ciclos de formação, que têm confrontado com a seriação e sua hegemonia em termos de organização de ensino.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

RONDA SOCIAL

Almoço na Boa Esperança
Feliciano Sousa agradece aos presentes pelo carinho recebido
Gicele Santos, Everaldo Abtibol, Zenilda Gentil, Karine Gentil e Feliciano

Feliciano Freitas de Sousa e sua esposa Alice

N
o domingo, 11/11, o professor Feliciano Freitas de Sousa (Letras - SOME - Polo de Santarém) reuniu familiares e amigos, no salão paroquial da comunidade Boa Esperança, para almoço festivo em comemoração a passagem de seu aniversário e de inauguração de sua nova casa.
Churrasco e porco a pururuca foram os pratos principais da comilança, que contou com a presença de diversos professores do SOME.

domingo, 11 de novembro de 2012

ENCONTRO DO SOME

Faltam quatro dias

Praticamente tudo acertado para a realização do I Encontro do SOME Pará/Amapá, que será realizado a partir da quinta-feira, 15/11, no auditório do IESPES, em Santarém. A expectativa da coordenação é que compareçam mais de 300 educadores dos estados do Pará e Amapá.

sábado, 10 de novembro de 2012

SINTEPP


Coordenação é empossada

O
ntem, 9/11, na sede social do Fluminense, a Sub Sede do Sintepp em Santarém promoveu a FESTA DA EDUCAÇÃO, com o tema "A gente não quer só comida/A gente quer comida/Diversão e arte". Trabalhadores em Educação filiados ao sindicato e seus convidados compareceram em massa ao evento, para prestigiar a posse oficial da nova coordenação eleita para o triênio 2012/2015.
Noel Sanches empossa os novos membros da coordenação da Sub Sede do Sintepp em Santarém

A diretora da 5 URE, Marluce Santos e educadores de Santarém

Eládio Carneiro, Telmaelita, Jeter e Vera Resende

Grupo de educadores da rede estadual de ensino



A mulheres alegraram a se divertiram na Festa da Educação

No salão de festa os trabalhadores em Educação dançam ritmos variados



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RONDA SOCIAL


Sintepp realiza Festa da Educação

N
a sexta, 9/11, na sede social do Fluminense, a partir das 23 horas, a Sub Sede do Sintepp em Santarém promove a FESTA DA EDUCAÇÃO, com o tema "A gente não quer só comida/ A gente quer comida/Diversão e arte". Trabalhadores em Educação filiados ao sindicato tem entrada franca, com direito a acompanhante.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

ENCONTRO SOME PARÁ/AMAPÁ


Hospedagem solidária
O sindicalista Alex Ruffeil realiza as inscrições do I Encontro do SOME Pará/Amapá

A
té o momento já estão disponibilizadas 31 vagas de hospedagem solidária para os participantes do I Encontro do SOME Pará/Amapá, que será realizada nos próximos dias 15, 16 e 17 de novembro em Santarém.
Vinte das vagas (10 para o Amapá e 10 para Tomé Açu) foram ofertadas pela Chácara do Luis Massaranduba, que disponibilizará um redário pitoresco com igarapé.   As demais vagas foram oferecidas pelos educadores Alex Ruffeil (2 vagas), Rubens Araújo (2 vagas). Eládio Carneiro (1 vaga), Hitacy Santos (3 vagas) e Jasson Iran (3 vagas).  A informação foi repassada na tarde de hoje, 5 de novembro, pelo sindicalista Alex Ruffeil (Sintepp), da coordenação do encontro.
Alex informou também que já foram registradas 34 inscrições para o evento na região Oeste do Pará. De acordo com suas expectativas o encontro terá a participação de mais de 350 educadores do SOME, dos estados do Pará e Amapá.
As inscrições encerram amanhã. Para se inscrever basta fazer depósito no valor de R$ 30,00,  na conta corrente 0217873-7, agência 015, Banco Banpará. Em Santarém as inscrições estão sendo realizadas na sala da coordenação do SOME, pelo geógrafo Alex Ruffeil, no “Álvaro Adolfo da Silveira”. 


FESTA DA ABERTURA - A partir das 21 horas do dia 15/11, será realizada a FESTA DA ABERTURA, do I Encontro do SOME Pará/Amapá. Local: Chácara do Luis Massaranduba (antiga chácara do João Magalhães). Animação: BANDA ALBATROZ (Rock). Endereço: Bairro do Jutai. Roteiro: Indo pela Dom Frederico Costa, sentido centro - Jutai, passando a ponte de madeira, dobre na primeira rua à esquerda (Marcílio Dias). Siga em frente e dobre na segunda a esquerda. No final da rua dobre a esquerda novamente. Rua Belo Horizoonte, 07, JUTAI. Contato: Sandro Massaranduba (93) 9182-1331. (Com informes de Sandro Massaranduba).

domingo, 4 de novembro de 2012

I ENCONTRO DO SOME PARÁ AMAPÁ

AVISO:

As inscrições para o I Encontro do SOME Pará/Amapá, que será realizado nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 2012, em Santarém, devem ser feitas até amanhã, 5 de novembro. O pagamento da taxa de inscrição deve ser feita com depósito em conta corrente no valor de R$30,00, banco Banpará, agência 015, conta corrente 0217873.